A importância de desenvolver o Organograma Empresarial

Ao lado das empresas brasileiras em que há o organograma corretamente desenhados a produzir todos os benefícios que lhes são próprios, encontramos outras em que os organogramas estão a exigir melhor adaptação à realidade ou aperfeiçoamento na forma de apresentação; outras, ainda, em que não há organograma, mas existe grande receptividade à ideia de implantá-lo; e, finalmente, algumas em que é forte a resistência a essa ideia.

Verificamos, por outro lado, que muito pouco se tem escrito no Brasil e mesmo no estrangeiro sobre a técnica de elaboração de organogramas e as reais vantagens e limitações desse instrumento de administração.

Uma vez que para a grande maioria das empresas um dos primeiros e mais decisivos passos no caminho da racionalização é exatamente o da implantação de organograma, e que para aquelas que já deram esse passo e o fizeram com alguma imperfeição é recomendável a correção de seus defeitos, julgamos que importa examinar atentamente o assunto, respondendo às perguntas e objeções que mais frequentemente se fazem com relação a esse valioso auxiliar de racionalização orgânica.

Em seu uso mais generalizado e universal, o organograma é uma “fotografia” da hierarquia e da divisão de atividades da organização, tal como tenham sido oficialmente planejadas pela administração. Ele mostra “quem é subordinado a quem” – ou que cargos são superiores e que cargos são subordinados – e a departamentalização orgânica existente.

Na prática é comum a confusão entre o organograma e os diversos tipos de fluxogramas. São também frequentes as tentativas de aproveitar o organograma para dar o esquema de quadros e níveis de carreira e o resumo das descrições de funções dos cargos administrativos.

O papel mais importante do organograma é deixar claro para funcionários e stakeholders exatamente onde eles estão dentro da estrutura da empresa e com quais áreas ou pessoas eles se relacionam diretamente.

  1. O QUE É

O organograma constitui a representação gráfica da estrutura organizacional. É composto de retângulos (que são as unidades organizacionais, como órgãos ou cargos) e de linhas verticais e horizontais (que são as relações de autoridade e de responsabilidade). Os retângulos representam como as atividades são agregadas em unidades, como divisões, departamentos, seções e equipes. As linhas mostram a estrutura administrativa, isto é, como as pessoas se reportam umas ás outras e como os retângulos se relacionam entre si na hierarquia.

O organograma tem como finalidade representar:

Os órgãos componentes da empresa (diretorias, assessorias, gerências, superintendências, departamentos, divisões, seções, serviços, setores etc.);

  1. As funções desenvolvidas pelos órgãos (produção, marketing, finanças, materiais, recursos humanos etc.);
  2. As relações de interdependência entre os órgãos, isto é, a relação superior-subordinado, o que deixa implícito os procedimentos relativos à delegação de autoridade e responsabilidade.
  3. Órgãos e funções são representados, no organograma, por retângulos. As relações de interdependência, por linhas horizontais ou verticais.

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  1. TIPOS DE ORGANIZAÇÃO

Existem dois tipos de estrutura organizacional: a estrutura formal e a informal.

  • Estrutura Formal: É a organização baseada em uma divisão racional do trabalho, na diferenciação e integração de seus órgãos e representada atraves do organograma. É a organização planejada, isto é, a que está oficialmente no papel, aprovada pela direção e comunicada a todos os participantes por meio de manuais de organização, descrições de cargo, de organogramas e de regras e regulamentos internos. É a organização formalizada oficialmente.
  • Estrutura Informal: é a organização que emerge espontânea e naturalmente entre as pessoas que ocupam posições na organização formal e a partir dos relacionamentos interpessoais como ocupantes dos cargos. A organização informal surge a partir das amizades (ou inimizades) entre as pessoas e do surgimento de grupos informais que não aparecem no organograma ou em qualquer outro documento da organização formal, de modo que a organização informal transcende e ultrapassa a organização formal em três aspectos:
  1. Na duração: enquanto a organização formal está confinada ao horário de trabalho,a informal pode prolongar-se aos períodos de lazer;
  2. Na localização: enquanto a organização formal está circunscrita a um local físico determinado, a informal pode ocorrer em qualquer lugar;
  3. Nos assuntos: a formal limita-se aos assuntos exclusivos aos negócios, enquanto a informal amplia-se a todos os interesses comuns das pessoas envolvidas.

Apenas a formal tem representação significativa dentro de uma organização, pois a informal se torna apenas representada de maneira subentendida.

Quer desenvolver o organograma da sua empresa? Entre em contato conosco.

Por: Audrey Faria – Psicologa, Coaching e Consultora de RH.